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Obesidade: uma doença crônica!

Foto do escritor: Géssica Borges
Géssica Borges
31 de jul de 2023
3 min de leitura

Atualizado: 11 de jul de 2025



Há um grande estigma acerca da obesidade, mais especificamente dos indivíduos acometidos por ela: muitas pessoas ainda acreditam que é desenvolvida apenas pelo consumo excessivo de alimentos. Uma alimentação mais hipercalórica pode sim desencadear um processo de ganho de peso que, se não controlado, pode culminar na obesidade, mas esse não é o único fator que interfere nessa patologia. Há muitas nuances envolvidas.


De acordo com a ABESO, essa é uma doença crescente no Brasil e ao redor do mundo. Está relacionada com questões socioeconômicas como escolaridade, poder aquisitivo, classe social, cultura, acesso à políticas públicas entre outros.




A obesidade é uma doença crônica não transmissível (DCNT) de origem desconhecida e multifatorial. É caracterizada pelo aumento do número e tamanho das células de gordura (adipócitos) e por inflamação crônica. Atividade física/sedentarismo, consumo excessivo de ultraprocessados (principalmente), dieta hipercalórica (associada ao sedentarismo), tabagismo, etilismo, genética, depressão, ansiedade, estresse, disfunções hormonais, xenobióticos, disbiose intestinal e uso de medicamentos são pontos importantes a serem investigados a partir do diagnóstico da patologia em questão. Ainda, a obesidade é fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças crônicas, tais como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes mellitus, síndrome metabólica, dislipidemia e doença renal crônica.



Corpo de atleta - Maria Suelen  Atlheman
Corpo de atleta - Maria Suelen Atlheman
A partir dessa ótica, podemos entender que "fechar a boca" não é a solução para a obesidade, que, assim como qualquer outra doença, requer um tratamento adequado.



Adequação e distribuição calóricas são tão importantes quanto a inserção de micronutrientes e fitoquímicos na dieta. Por ter uma condição multifatorial, é necessário uma boa anamnese para identificar quais gatilhos estão contribuindo para a obesidade em cada indivíduo. Então, pode-se analisar quais nutrientes e compostos químicos podem auxiliar melhor no ajuste do processo fisiológico que está fora da sua homeostase.


Alimentos funcionais são grandes aliados na prevenção e tratamento da obesidade. Farelo de aveia, sementes de chia, abóbora, girassol, gergelim, linhaça, açafrão da terra, cacau em pó, canela, pimenta do reino, orégano, tomilho, alho, cebola, coentro, salsa, limão, vinagre de maçã, azeite de oliva etc, são algumas das opções já bem conhecidas.





Em relação aos tipos de dieta, a DASH e do mediterrâneo podem gerar benefícios para essa população, pois priorizam o consumo de cereais integrais, oleaginosas e vegetais. Uma dieta planted-based também oferece benefícios, uma vez que reduzem o consumo de proteína animal e aumentam o consumo de vegetais, ampliando dessa forma, os nutrientes e fitoquímicos ingeridos. A qualidade nutricional contida nessas dietas contribuem não apenas para a perda de peso, mas também para o controle glicêmico e de colesterol, para a redução da inflamação, melhora da microbiota intestinal, redução/controle da pressão arterial e de doenças cardiovasculares, além de evitarem outras disfunções orgânicas.


Para auxiliar o manejo nutricional, podemos agregar as plantas medicinais.

Gengibre (Zingiber oficinalis), Cúrcuma/Açafrão da terra (Curcuma longa), Pimenta do reino (Piper nigrum), Canela (Cinnamomum verum), Chá verde (Camelia sinensis), Laranja amarga (Citrus aurantium) são algumas plantas indicadas para o controle da inflamação, queima de gordura, tratamento da obesidade.


Alguns sintomas como ansiedade, irritabilidade/estresse e até mesmo depressão frequentemente estão associados à doença da obesidade. Pensando nisso, algumas plantas adaptógenas são indicadas, tais como Maracujá (Passiflora incarnata), Melissa (Melissa oficinalis), Mulungu (Erytrina mulungu), Camomila (Matricaria recutita), Ginseng (Panax ginseng), Withania (Withania somnifera) entre outras.

Sugestão de leitura/referências:


Araujo, G. B. ., Figueiredo, I. H. de S. ., Araujo, B. S. ., Oliveira, I. M. M. de ., Dornelles, C. ., Aguiar, J. R. V. de ., Ferreira, A. R. ., Silva, C. V. S. da ., Araujo, Y. E. L. ., Ribeiro, S. E. F. de S. ., Silva, J. C. P. da ., Almeida, B. S. de ., Lima, C. C. ., Apolinário, J. M. dos S. da S. ., Duarte, T. C. ., Silva, M. L. da ., Henrique, G. A. ., Barbosa, M. J. L. . and Santos, J. G. dos . (2022) “Relationship between overweight and obesity and the development or worsening of chronic non-communicable diseases in adults”, Research, Society and Development, 11(2), p. e50311225917. doi: 10.33448/rsd-v11i2.25917. Clica aqui


Mariath, A. B. et al. Obesidade e fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis entre usuários de unidade de alimentação e nutrição. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(4):897-905, abr, 2007


Queiroz, M. G., Aquino, M. L. A. de, Brito, A. D. L., Medeiros, C. C. M., Simões, M. O. da S., Teixeira, A. and Carvalho, D. F. de (2020) “Envelhecimento saudável prejudicado pela obesidade: uma revisão integrativa / Healthy aging harmed by obesity: an integrative review”, Brazilian Journal of Health Review, 3(2), pp. 2309–2316. doi: 10.34119/bjhrv3n2-082. Clica aqui


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