Gengibre 🥰

Atualizado: 18 de set. de 2020

O Zingiber officinalis é uma das plantas mais antigas e versáteis da medicina tradicional, e amplamente utilizada ao redor do mundo. Pertence à família Zingiberaceae e suas propriedades terapêuticas são obtidas a partir do seu rizoma.
Sua capacidade antioxidante é dada a partir dos compostos bioativos gingerol, shogaol, zingerona e paradol, sendo o gingerol o responsável por grande parte das propriedades terapêuticas.
Obs.: Não se importe com esses nomes bonitos (nem com os que aparecerão abaixo), o que importa mesmo são os "milagres" que ele faz no nosso organismo! 😅
Dos efeitos mais conhecidos dessa maravilha, está o alívio da dor. Isso porque ele atua na cascata de inflamação (anti-inflamatório), mais especificamente na via do ácido araquidônico, inibindo a produção/liberação de citocinas pró-inflamatórias que geram dor.
Tal efeito analgésico é comparado à medicamentos sintéticos, como ibuprofeno, diclofenaco e indometacina, sendo que o gengibre ainda apresenta a vantagem de não causar os efeitos colaterais provocados por esses medicamentos.
Namoral, é um muso ou não é?! 😍❤️
Além disso, nosso querido gengibrinho é indicado para efeitos termogênicos, hipoglicemiantes, digestivos e até para alívio de enjoo, inclusive de gestantes (um dos poucos fitos que as grávidas podem ingerir, com cautela sempre). Também possui propriedades antimicrobiana, anticâncer, hepatoprotetora entre outras.
Toda via, como todo fitoterápico, é preciso analisar a aplicabilidade do gengibre para cada indivíduo, medicamentos utilizados, distúrbios gástricos etc. Por exemplo: as cumarinas presentes nele pedem atenção, pois possuem efeitos antitrombóticos (semelhante à ação do medicamento AAS). Por isso o uso concomitantemente desses dois (assim como de outros fitos e medicamentos) devem ser monitorados por profissionais de saúde capacitados! Não é porque é natural que pode ter seu uso irrestrito. Lembre-se de que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose!
As formas mais comumente utilizadas são em pó e pedaços/rodelas do rizoma. Em ambas as formas ele pode ser consumido em sucos e chás. Porém, sob a forma de pó o chá deve ser preparado por infusão (quando a erva não é levada à fervura, mas sim acrescentada à água pré-fervente); e sob a forma de pedaços do rizoma o chá deve ser preparado por decocção (quando a erva ferve junto com a água, por 5-10 minutos). O gengibre em pó também pode ser acrescentado em outras preparações como shots matinais, saladas etc.
Enfim, com esse combo de benefícios esse fito conquista seu lugar de destaque no meu coração, ainda mais por ter o selo que chamo de BB (bom e barato 😂)!
Referências:
SOUSA, J. P. et al. Breve relato sobre os efeitos terapêuticos do gengibre (Zingiber officinale Roscoe). Revisão de literatura. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA, Ariquemes, v. 10, n. 1, p. 44-53, jan.-jun. 2019. DOI: 10.31072/rcf.v10iedesp.785
GHASEMIAN, M.; OWLIA, S.; OWLIA, M. B. Review of Anti-Inflammatory Herbal Medicines. Artigo de revisão. Hindawi Publishing Corporation: Advances in Pharmacological Sciences. Volume 2016, 11 páginas. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1155/2016/9130979>.



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