top of page

Camellia sinensis (Chá verde)

Foto do escritor: Géssica Borges
Géssica Borges
7 de abr. de 2021
3 min de leitura

Derivado da planta Camellia sinensis, o chá verde é uma das #plantasmedicinais mais estudadas e também uma das que tem seus benefícios mais bem estabelecidos. Da planta C. sinensis são derivados os chás branco, amarelo, #cháverde, oolong, preto e dark. O que diferencia esses chás são os diferentes processamentos para a obtenção de cada um. Para a produção do chá verde, é necessário uma estabilização de primeira fase (a qual inativa as enzimas da folha fresca desse chá).


No ocidente o chá preto é o mais consumido, seguido do chá verde, por apresentar um sabor menos amargo e menos adstringente.


A Camellia sinensis possui vários #fitoquímicos que geram inúemeras atividades terapêuticas. Apresenta as três classes de metabólicos secundários: terpenos, flavonóides e compostos que contém nitrogênio (aminoácidos não proteicos). As catequinas (que pertencem ao grupo dos flavonóides) presentes nessa planta são responsáveis por vários dos benefícios que ela pode gerar no organismo. Elas são compostos bioativos bem reconhecidos cientificamente e dividem-se em Epicatequina galato (ECG), Epigalocatequina (EGC), Epicatequina (EC), Catequina (C) e Epigalo catequinagalato (EGCG), sendo esta última a mais abundante e bioativa. Além das catequinas, o chá verde também apresenta flavonóides como quercetina, kaempferol e miricetina.


As theaflavinas são um outro grupo de compostos bioativos presentes nessa planta que abrangem fitoquímicos como flavan-3-ols e seus oligomeros, flavonóides e seus glicosídeos, theaflavinas e thearubinas. A L-theanina (também chamada ácido L-glutâmico gama-etilamida) é um aminoácido não proteico presente na C. sinensis, e é responsável pelo sabor umami e frescor da infusão do chá verde. O sabor umami (que é induzido por glutamato e nucleotídeos) é reconhecido por ser um sabor agradável, um dos gostos básicos do paladar humano. Por fim, a cafeína também compõe o pool de compostos bioativos do chá verde.


Diante de tantos compostos bioativos, é inevitável não pensar nos efeitos gerados por estes. A capacidade funcional da Epigalocatequina galato (ECGC), confere ao chá verde um lugar de destaque diante dos #fitoterápicos. Os polifenóis do chá verde tem capacidade para regular a síndrome metabólica através da via do AMPK (adenosina 5'-monofosfato quinase), que é um marcador importante na manutenção do peso corporal, sinalização insulínica, homeostase de carboidratos e lipídios e biogênese mitocondrial. Sendo assim, haveriam benefícios em situações de obesidade e diabetes tipo 2, por exemplo.


A EGCG presente no chá verde inibe a síntese de ácidos graxos, ativa o transportador GLUT 4 (que transporta glicose a partir da sinalização insulínica), reduz o acúmulo de triacilglicerídeos e a lipogênese de novo (quando o excesso de carboidratos ingerido sofre hidrólise no fígado e é convertido em triacilglcerol), melhora os níveis de substrato do RNAm do receptor de insulina no fígado e músculo, consequentemente, melhorando a sensibilidade à insulina.


O consumo do chá verde também tem benefícios comprovados na redução da pressão arterial, prevenção de câncer (principalmente de mama, próstata e colorretal) e na melhora da microbiota intestinal - que já sabemos que tem grande influência no desenvolvimento de diversas disfunções e patologias.


Contudo, é necessário considerar fatores como tempo de uso (nenhum fitoterápico deve ser utilizado por tempo indeterminado), dose e forma farmacêutica (extrato seco padronizado, tintura, infusão etc).


Como visto, são inúmeros os benefícios que podemos adquirir a partir do consumo do chá verde, mas existem momentos também em que ele não será indicado. Por isso, antes do uso procure seu Nutricionista ou profissional de saúde!

Referências


Liang Zhang; Chi‐Tang Ho; Jie Zhou; Jânio Sousa Santos; Lorene Armstrong; Daniel Granato. Chemistry and Biological Activities of Processed Camellia sinensis Teas: A Comprehensive Review. Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety, v 18, nº 5, p. 1474-1495. 2019. DOI: https://doi.org/10.1111/1541-4337.12479


Xiaomin Yu; Jiajing Xiao; Si Chen; Yuan Yu; Jianqiang Ma; Yuzhen Lin; Ruizi Li; Jun Lin; Zhijun Fu; Qiongqiong Zhou; Qianlin Chao; Liang Chen; Zhenbiao Yang; Renyi Liu. Metabolite signatures of diverse Camellia sinensis tea populations. Nature comunications, 11, 5586 (2020). DOI: https://doi.org/10.1038/s41467-020-19441-1

Comentários


©2020 por Evonutrir. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page