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Alimentos in natura

Foto do escritor: Géssica Borges
Géssica Borges
21 de jul. de 2020
2 min de leitura

Atualizado: 21 de jul. de 2020

Dos assuntos que se referem a Nutrição, uma coisa é unanimidade (ou quase): quanto mais consumimos alimentos em suas formas naturais (como frutas e verduras, por exemplo), melhor é pra nossa saúde. Ouvimos isso desde sempre, seja dos nossos pais/avós ou de profissionais de saúde. E é verdade! Obviamente que existem particularidades e cada caso é um caso, já que cada indivíduo é único. Porém, para uma grande parcela da população isso é bem aplicável (ainda bem)!


Mas, por quê?


Bom, desde a escola aprendemos que as plantas, os vegetais também são seres vivos, certo? E como bons seres vivos, também precisam do seu metabolismo. Esse metabolismo irá criar meios para que aquela planta/vegetal tenha condições de sobreviver onde estiver, com todas as facilidades e adversidades daquele local - por isso a necessidade de um solo propício e da não utilização de agrotóxicos, uma vez que a planta precisa desenvolver seus próprios defensivos e não ter algo que faça isso por ela.


Diante desse cenário, podemos compreender que cada vegetal irá desenvolver, de acordo com seu DNA, os nutrientes adequados para sua manutenção e sobrevivência. Dentre esses estarão os carboidratos, as proteínas, os lipídios, as vitaminas e os minerais. Para além disso, ele também desenvolverá outros componentes químicos (fitoquímicos) a partir do seu metabolismo secundário, tais como alcalóides, polifenóis, terpenos e saponinas - aí entram alguns fatores antinutricionais também (deixa pra um próximo post). Estes trarão a resiliência daquele vegetal, afastando pragas, evitando que outras plantas "roubem" seus nutrientes, enfim, protegendo-o das adversidades. E, assim como temos nossa pele que nos protege, os vegetais tem suas cascas, que são ricas em fibras e fitoquímicos (que auxiliarão na sua proteção).


O melhor é que essa riqueza de nutrientes dos vegetais é compatível com nosso organismo e faz um bem imenso à nossa saúde. Alguns poderão ser consumidos da forma que foram colhidos e outros precisarão passar por algum processo (mesmo que seja mínimo).


Existem 3 classificações de alimentos em relação ao seu processamento:

  • Alimentos in natura ou minimamente processados: aqueles consumidos na forma completa ou que sofrem um pequeno processamento para que seja possível consumi-los (ex.: frutas, legumes, arroz, feijão, mandioca, batata etc);

  • Processados: aqueles que passam por um processamento maior antes de chegarem a forma de consumo (ex.: bolo, macarrão, pão etc), e;

  • Ultraprocessados: são aqueles que conservaram uma quantidade irrisória de nutrientes. Os industrializados, tais como linguiças, salsichas, biscoitos recheados, refrigerantes, achocolatados etc).

Durante o processamento dos alimentos, principalmente dos vegetais, podem acontecer perdas de nutrientes, e, a depender do tipo de processamento, eles podem perder mais ou menos desses nutrientes. Por isso, quanto menos processado estiver esse alimento (dentro do possível), melhor conseguiremos aproveitar seus nutrientes. Logo, quando consumimos alimentos in natura, conseguimos consumir o máximo de nutrientes que ele pode oferecer.


Agora já dá pra ter uma noção do porquê que nós Nutricionistas somos fãs das frutas e saladinhas, né?!


O Guia Alimentar para a População Brasileira é um documento bem explicativo e de fácil entendimento que aborda não apenas esse, mas também assuntos relacionados que nos ajudam a construir hábitos alimentares mais saudáveis. Clique aqui e boa leitura!


 
 
 

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